Governança escrita por quem sentou nos dois lados da mesa.
A leitura do conselho de um lado e a execução do outro. O trabalho bom nasce do atrito entre os dois — não do manual, nem da desculpa.

Sou economista pela USP, com PhD em sustentabilidade e passagem pela Universidade da Califórnia, Berkeley. Sentei no conselho de banco de grande porte. Fui diretor e CEO de empresas — inclusive na profissionalização de fintechs e em grupo familiar em transição. Fui consultor para organizações globais como CDP e WWF.
Essa combinação importa por um motivo simples: eu já vi a pauta do conselho de um lado da mesa e a execução do outro. Governança escrita por quem nunca operou vira manual. Governança escrita só por quem opera vira desculpa. O trabalho bom nasce do atrito entre os dois.
Os dois lados da mesa
Fui membro de conselho de banco de grande porte. Fui diretor e CEO. Sei o que um colegiado precisa perguntar e o que a gestão tenta, com boa ou má-fé, não colocar na pauta. Essa leitura não se aprende em curso de conselheiro.
Conselho com cicatriz operacional
A pergunta certa muda quando quem pergunta já fechou folha, enfrentou sócio, regulador e meta. Eu faço essa pergunta.
Economista, PhD, conselheiro e executivo. Há 25 anos trabalho no ponto em que decisão, capital e legado se encontram.
Na ANBIMA, liderei frentes de Educação do Investidor, Certificação e Sustentabilidade. Fui membro do conselho de banco de grande porte. Como diretor e CEO, profissionalizei operação, sentei com acionista e levei empresa até a decisão que o organograma não resolve — crescimento, crise, sucessão, capital. Também desenhei governança no BRAiN, atuei em fintechs (incluindo a direção no Mercado Bitcoin e a presidência executiva da Braziliex), presidi comitê de inovação tecnológica e passei por grupo familiar em transição executiva.
O fio é o mesmo: construir a estrutura que o sistema ainda não tinha pronta e fazê-la funcionar com gente real, incentivo real e consequência real.
- ◆Economista - USP
- ◆PhD · Post doc na UC Berkeley
- ◆CFP® · Planejar
- ◆Gestor ANBIMA (Educação, Certificação e Sustentabilidade)
- ◆Membro de conselho de banco de grande porte
- ◆CEO e diretor de empresas (fintech, grupo familiar e operação executiva)
- ◆Presidente de comitê de inovação
- ◆Consultor CDP e WWF
- ◆TrustBond · filantropia
- ◆Professor de MBA na FGV
Ajudo a empresa a ficar pronta para receber investimentos. Levo para essa preparação o que aprendi no conselho de banco grande e na cadeira de CEO: o comprador e o investidor leem a governança como proxy da qualidade da gestão.Se o colegiado é frágil, o desconto vem nisso.
Você assume cadeira de conselheiro ou só faz consultoria?
As duas coisas existem em momentos diferentes. Já fui conselheiro de banco de grande porte e já fui CEO. Consultoria e cadeira não se misturam no mesmo cliente, no mesmo ciclo.